Quarta edição do Rock in Rio, realizada nos últimos dias, serviu para ressaltar certas deficiências na infraestrutura da cidade
Por Rômulo Pontes
romulo_pontes@hotmail.com
romulo_pontes@hotmail.com
Em menos de três anos o Brasil vai sediar novamente, mais de 60 anos depois, a principal disputa do futebol, a Copa do Mundo. Mas, praticamente, as doze cidades-sede brasileiras ainda apresentam problemas que ameaçam comprometer o sucesso do evento. Embora os líderes do nosso governo afirmem que tudo estará pronto a tempo, muitas notícias que provam o contrário pipocam na mídia diariamente. Em contraponto, o setor hoteleiro e econômico do Brasil nos deixa otimistas.
Segundo a Secretaria da Copa de Minas Gerais, a rede de hotéis em Belo Horizonte, uma das cidades-sede, deverá crescer 60% até 2014, o equivalente a 50 mil novos leitos a um raio de 100 km de BH disponíveis para o evento. A Fifa exige 21 mil leitos disponíveis, levando em conta a porcentagem mínima de 30% que o estádio de Mineirão comporta (69 mil lugares) e a baixa oferta de novos hotéis em Belo Horizonte era motivo de preocupação.
Já o Estádio Mané Garrincha em Brasília-DF, uma das referências para a Copa, foi eleito pelo Comitê Organizador Local da Copa como modelo para instalações no entorno das arenas do Mundial, como centros de mídia e áreas de exposição comercial sobre 200 mil m² de espaço livre nos arredores. Tudo deve ficar pronto até dezembro de 2012 e espera-se que este seja o primeiro estádio do país a conseguir um selo de certificação ambiental por possuir uma estrutura capaz de gerar energia limpa e captação de água da chuva. As obras já avançaram 35% e estão em dia de acordo com o cronograma determinado pela Fifa.
Porém, outras regiões do Brasil que também receberam os jogos da Copa do Mundo não estão com resultados tão satisfatórios. Segundo um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em setembro deste ano, Manaus, Recife, Natal e Cuiabá são as cidades-sede que apresentam as piores condições de saneamento básico, com menos de 40% do esgoto coletado.
Já o Estádio Mané Garrincha em Brasília-DF, uma das referências para a Copa, foi eleito pelo Comitê Organizador Local da Copa como modelo para instalações no entorno das arenas do Mundial, como centros de mídia e áreas de exposição comercial sobre 200 mil m² de espaço livre nos arredores. Tudo deve ficar pronto até dezembro de 2012 e espera-se que este seja o primeiro estádio do país a conseguir um selo de certificação ambiental por possuir uma estrutura capaz de gerar energia limpa e captação de água da chuva. As obras já avançaram 35% e estão em dia de acordo com o cronograma determinado pela Fifa.
Porém, outras regiões do Brasil que também receberam os jogos da Copa do Mundo não estão com resultados tão satisfatórios. Segundo um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em setembro deste ano, Manaus, Recife, Natal e Cuiabá são as cidades-sede que apresentam as piores condições de saneamento básico, com menos de 40% do esgoto coletado.
A capital do Amazonas, por exemplo, é a pior da lista. “Comparado com serviços como luz e água, cujos índices de atendimento são bastante altos, o esgoto é sempre o último a chegar às residências brasileiras”, diz Marcelo Côrtes Neri, coordenador da pesquisa da FGV. Em geral, 50% das pessoas têm rede de esgoto nas residências.
Quarta edição do Rock in Rio serviu para apontar falhas na infraestrutura carioca
O Rock In Rio, realizado durante as duas últimas semanas no Rio de Janeiro, destacou a falta de infraestrutura da capital fluminense em receber grandes eventos. A mobilidade urbana e o acesso à Cidade do Rock, localizada na Barra da Tijuca, foi um dos principais transtornos para quem precisava se locomover pela cidade para chegar ao evento. Segundo Fernando MacDowell, professor de engenharia da UFRJ, a falta de planejamento é um problema na preparação do Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014, e consequentemente para as Olímpiadas de 2016.
Já a cidade de São Paulo receberá a abertura da Copa e o estádio do Itaquerão vai ser responsável pelo pontapé inicial dos jogos. Por enquanto, o desafio é construir a linha de trem rápido São Paulo-Rio-Campinas e novas linhas de monotrilho, que ligarão os aeroportos da cidade às outras linhas de metrô existentes.
Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, por exemplo, receberão respectivamente R$ 165 milhões e R$ 1,4 bilhão para investimentos em reformas e construção de novos terminais para poder atender a grande demanda do evento esportivo. Certamente, todas a estrutura do país gerada para a Copa do Mundo será aproveitada para os Jogos Olímpicos de 2016, incluindo arenas multiuso projetadas especificamente para as outras categorias desportistas e outras já existentes construídas para o Pan de 2007.
O Ministério do Turismo lançou um site para promover as 12 cidades-sede com o objetivo de apresentar os pontos turísticos brasileiros com visualizações panorâmicas e a possibilidade de interação do internauta. Conheça a nova ferramenta através do link www.braziltour360.com.
O Rock In Rio, realizado durante as duas últimas semanas no Rio de Janeiro, destacou a falta de infraestrutura da capital fluminense em receber grandes eventos. A mobilidade urbana e o acesso à Cidade do Rock, localizada na Barra da Tijuca, foi um dos principais transtornos para quem precisava se locomover pela cidade para chegar ao evento. Segundo Fernando MacDowell, professor de engenharia da UFRJ, a falta de planejamento é um problema na preparação do Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014, e consequentemente para as Olímpiadas de 2016.
Já a cidade de São Paulo receberá a abertura da Copa e o estádio do Itaquerão vai ser responsável pelo pontapé inicial dos jogos. Por enquanto, o desafio é construir a linha de trem rápido São Paulo-Rio-Campinas e novas linhas de monotrilho, que ligarão os aeroportos da cidade às outras linhas de metrô existentes.
Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, por exemplo, receberão respectivamente R$ 165 milhões e R$ 1,4 bilhão para investimentos em reformas e construção de novos terminais para poder atender a grande demanda do evento esportivo. Certamente, todas a estrutura do país gerada para a Copa do Mundo será aproveitada para os Jogos Olímpicos de 2016, incluindo arenas multiuso projetadas especificamente para as outras categorias desportistas e outras já existentes construídas para o Pan de 2007.
O Ministério do Turismo lançou um site para promover as 12 cidades-sede com o objetivo de apresentar os pontos turísticos brasileiros com visualizações panorâmicas e a possibilidade de interação do internauta. Conheça a nova ferramenta através do link www.braziltour360.com.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente!